Movidos Pela Arte // Giovanni Bernardi
Giovanni Bernardi é um
homem italiano nascido em 13/08/1992 de 1,76m de altura, cabelos loiro escuro
lisos que vão um pouco abaixo da orelha, seus olhos são completamente azuis
devido a descendência turca de seu avô paterno, tem corpo malhado e a pele
bronzeada.
Cresceu em uma família católica, seu pai,
Francesco Bernardi era dono de uma vinícola bem conhecida com várias redes de
distribuição, sua mãe Antonella, uma dona de casa muito gentil com dotes incríveis
na cozinha e confeitaria, fazia variedades de bolos, pães e doces para serem
servidos de cortezia aos clientes que visitavam a vinícola da família. Seus
pais possuem um relacionamento a base de amor, carinho, companheirismo e
compreensão, e embora Antonella não trabalhasse, estava sempre envolvida com os
negócios da família, e Francesco não tomava nenhuma decisão de suma importância
sem conversar e ter consentimento da esposa.
Desde pequeno Giovanni foi ensinado que o
dever do homem é trabalhar e sustentar a família e os filhos, e que mulheres
devem ser tratadas com respeito, amor e carinho, assim como seus pais, porém,
sempre achou absurdo a mãe se envolver nos negócios, ter suas noites com as
amigas e sua liberdade para expressar o que pensava sobre assuntos políticos
quando discutidos a mesa, sempre achou que a mulher deveria, em matrimonio,
abdicar de tudo para cuidar do lar, marido e filhos.
Seus avô materno sempre disse que mulheres
são o pilar da família, que devem ser mimadas e valorizadas.
- Em uma mulher não bate nem com uma flor
Giovanni – disse certo dia na varanda da fazenda – sem elas os homens não
seriam muita coisa, na verdade sem elas não ia existir vida.
Giovanni não entendia aquilo, sempre vira as
mulheres como inferiores, mas para agradar a família, fingia ter os mesmos
pensamentos, e se mostrava um rapaz respeitoso e carinhoso.
Em seus relacionamentos, no início era um
cavalheiro, mas após os primeiros meses começava a depreciar as mulheres com
quem namorava, de inicio em tom de brincadeira nas conversas com amigos, depois
começava a depreciar a aparência julgando a forma como se vestiam ou se
maquiavam, sempre duvidava de sua inteligência e a interrompia sempre que
estavam em uma conversa.
Quando se relacionou com Belle, a viu como
uma garota inocente e ingênua, e conseguiu manipulá-la até um determinado
ponto. Fez com que ela acreditasse que não conseguiria ninguém melhor e mais
compreensível que ele, conseguiu fazer com que ela mudasse seu estilo a
transformando na bonequinha perfeita, porém Belle nunca deixou de lado seus
desejos de independência, sua vontade de trabalhar e estudar o incomodavam,
então ele a depressiava cada vez mais, fazendo com que ela duvidasse de sua
inteligência e seu talento, discutiam com frequência sobre o futuro.
- E se nos casarmos? Você vai ficar por aí
ao invés de cuidar dos nossos filhos? – dissera ele em meio a uma discussão
quando Belle começou a estudar para entrar na KNUA.
- Primeiro que eu não vou estar por aí –
respondeu ela gentilmente sentando-se na cama de frente para ele – eu vou estar
trabalhando, para poder dar o melhor para nossos filhos.
- Eu vou trabalhar para isso já, não tem a
menor necessidade de você perder o seu tempo com essas coisas porque eu irei
sustentar todos os gastos da casa, seu e das crianças que tivermos – se
encostou na cabeceira da cama, estava sem paciência para o assunto.
- Então se nos casarmos eu tenho que abrir
mão de tudo que eu quero? – questionou se levantando.
- O seu dever vai ser cuidar do nosso lar –
disse ele sentando-se para encará-la –
pode usar isso como um hobby.
- Eu não quero – retrucou firmemente – eu quero
ter minha profissão, minha independência, mesmo casada, você não entende o
quanto isso é injusto Giovanni?
- Não é injusto Isabelle – levantou-se e
caminhou em direção a ela – injusto é você ser uma vadia tão egoísta que pensa
mais em jogar tinta numa tela qualquer ou rodar num salão do que cuidar da sua
família.
Estavam cara a cara, então ele colocou a mão
em volta do pescoço de Belle, pressionando o suficiente para que ela perdesse o
ar, mas sem força para que não ficasse com marcas.
- Se você quer se casar comigo vai ter que
aceitar que eu não abrirei mão dos meus sonhos – a voz de Belle saiu abafada,
rouca e falhando pela falta de ar que sentia, mas manteve a determinação.
Sentiu um alívio ao sentir que Giovanni
estava soltando sua garganta, mas não durou muito pois assim que a soltou deu
um tapa em seu rosto, tão forte que a fez bater na cômoda.
Mesmo agindo de maneira completamente
abusiva, Giovanni era querido por todos, pois na frente deles, era um rapaz
simpático, inteligente, educado, gentil e até engraçado, eram poucas as pessoas
que sabiam como ele realmente era, e essas poucas pessoas o odiavam.
Giovanni é o tipo de cara que não aceita não
como resposta, e insiste até conseguir o que quer, e quando não o consegue, a
fúria toma conta de si.
Curiosidades
·
É formado em administração, e fez
especialização no mercado exterior para ajudar a expandir o negócio de vinhos
da família.
·
Sua comida favorita é lasanha e a pizza
caseira de sua mãe.
·
Quando criança sentiu atração por um
garoto, não entendia bem o sentimento, achava errado e abominava relações homoafetivas, nunca contou sobre
isso para ninguém.
·
Embora não entenda e despreze a comunidade
LGBTQIA+, Giovanni é Bi (com preferência por homens)
·
Extremamente machista, porém sabe fazer
todas as tarefas domésticas, pois sua mãe o ensinou desde pequeno para que não
dependesse de alguém quando casasse ou morasse sozinho.
·
Tem duas irmãs mais velhas que ele,
nenhuma delas se casou e ambas são focadas em suas carreiras.
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